Sobrecarga da liderança põe em risco o bem-estar das equipes
Impacto nos times se manifesta na forma de ruídos na comunicação, sensação constante de urgência e queda no engajamento, revela estudo do Wellhub.
Um estudo do Wellhub ouviu 1.500 líderes de RH em dez países para entender as percepções e perspectivas em relação ao bem-estar dentro das empresas. E constatou que, para 51% dos respondentes, gestores sobrecarregados representam um risco organizacional significativo.
O levantamento indica que o problema tem raízes estruturais. “Muitas vezes [a sobrecarga] surge quando as empresas ampliam autonomia e responsabilidade sem construir a arquitetura necessária para sustentar esse modelo de trabalho”, explica Natália Alves, VP de Pessoas do Wellhub. Assim, enquanto faltam critérios de prioridade e apoio da liderança, sobram ansiedade, fadiga decisória e um aumento da pressão sobre os gestores.
Mas eles não são os únicos afetados. Afinal, a experiência dos colaboradores é moldada pela maneira como a liderança opera no dia a dia, segundo a vice-presidente. Nas equipes, o impacto costuma se manifestar na forma de ruídos na comunicação, sensação constante de urgência e queda no engajamento.
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Cabe, então, ao RH ajudar a construir ambientes equilibrados. Na prática, conforme orienta Natália, isso se traduz em estabelecer expectativas realistas e preparar melhor os líderes para priorizar o trabalho dos times. Envolve ainda o fortalecimento de uma cultura em que o cuidado com o bem-estar faça parte da estratégia de gestão.
“Durante muito tempo, cuidado com as pessoas e foco em resultados foram tratados como temas opostos. Hoje sabemos que não são. Ambientes saudáveis são justamente os que criam condições para que equipes performem de maneira consistente e sustentável”, conclui.
Este texto faz parte da edição 103 da Você RH, que chegou às bancas no dia 4 de abril.





