Liderança comercial puxa demanda executiva em 2026
Cadeiras ligadas à geração de receita, alocação de capital e execução estão no topo das contratações, com destaque à indústria e serviços financeiros.
A demanda por executivos em 2026 tem sido guiada por um critério bastante claro: a capacidade de gerar resultado com previsibilidade. É o que indica o Report de Remuneração Diretoria Executiva 2026, da Evermonte Executive & Board Search, que posiciona as lideranças comercial e financeira no topo das contratações, seguidas por funções ligadas à execução e à disciplina operacional. O ranking geral coloca a diretoria comercial (CCO) na liderança, seguida pela diretoria financeira (CFO) e pela gerência financeira. A diretoria executiva (CEO) aparece na sequência, enquanto a gerência de RH fecha o grupo das cinco mais demandadas.
Para Guilherme Abdala, cofundador da Evermonte, o mercado está cada vez mais exigente com quem ocupa a cadeira comercial. “O CCO de 2026 – e, para mim, dos próximos anos – não pode ser só um bom vendedor (isso já faz parte do seu repertório), ele precisa entender de dados, de tecnologia, de gente e de estratégia ao mesmo tempo”, diz.
“As empresas que nos procuram querem alguém que conecte receita com propósito, que saiba liderar times grandes em ambientes de muita pressão e mudança”. O especialista ressalta ainda que esse perfil é raro. “E quando a gente encontra, ele não fica disponível por muito tempo. É uma cadeira com um alto nível de rotatividade”, explica. Na demanda específica de diretorias, a lógica se mantém: o CCO lidera, seguido pelo CFO e pelo CEO. Na sequência aparecem o COO e o CHRO.
Recorte por segmento reforça dinâmica
A indústria lidera a demanda por executivos, seguida por serviços financeiros e tecnologia/digital. Varejo/bens de consumo e agronegócio completam o ranking. “Indústria, serviços financeiros e tecnologia, em particular, exigem forte coordenação entre áreas comerciais, financeiras e operacionais, o que explica a centralidade dessas funções no ranking de 2026”, destaca.
Guilherme conta que o estudo foi elaborado a partir de entrevistas com 1.976 executivos, realizadas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. A amostra reúne empresas de diferentes portes, setores e estruturas de capital – incluindo organizações familiares, de capital aberto, multinacionais e fundos de investimento.
Entre os segmentos mais representativos estão bens de consumo (9,4%), tecnologia (8,2%) e agronegócio (8%). A pesquisa abrange as cinco macrorregiões brasileiras, com maior concentração no Sudeste (44,82%) e no Sul (34%), refletindo a distribuição da atividade econômica no país.






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