É comum que profissionais evitem o tema, acumulem insatisfação ou esperem um reconhecimento espontâneo. Outros pedem reajuste sem preparo e com argumentos frágeis, o que prejudica a negociação.
A primeira armadilha é confundir merecimento com necessidade. O que justifica um aumento é a performance, a evolução das responsabilidades e entregas. O critério precisa ser técnico, comparável e embasado.
O primeiro passo é o preparo, aliado ao autoconhecimento. Antes de agendar a conversa, avalie a própria jornada na empresa. Como tem contribuído para os resultados? Seu escopo de trabalho mudou? Que entregas relevantes você fez?
Como está a situação financeira da empresa? Há ciclos estruturados de revisão salarial? Seu pedido coincide com um desses momentos? Entender o cenário demonstra maturidade e aumenta as chances de a solicitação ser recebida com seriedade.
A conversa deve ser direta e respeitosa. Nada de fazer pressão, usar comparações ou adotar um tom ameaçador, como “se eu não tiver aumento, vou sair”. Essas abordagens geram desconforto, minam relacionamentos e fecham portas.
Explique como seu papel evoluiu, quais resultados alcançou e, se possível, apresente referências salariais que mostrem eventuais defasagens. Mas lembre-se: o que defende o mérito é o desempenho somado à relevância estratégica da função naquele contexto.
Procure entender com o gestor o que te falta para conquistar o aumento salarial. Quais são os critérios? O que a liderança espera de você? O que ainda falta demonstrar ou aprimorar? Quando haverá uma nova oportunidade de avaliação?