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Empréstimo consignado já é adotado em 65% das empresas privadas

Adesão ao Crédito do Trabalhador é maior entre funcionários de empresas de grande porte e do setor industrial, revela pesquisa da Serasa Experian

Por Gabriela Teixeira
4 mar 2026, 18h30 • Atualizado em 4 mar 2026, 20h36
Ilustração de uma mão oferecendo dinheiros aos trabalhadores.
 (sesame/Getty Images)
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  • O Crédito do Trabalhador, modalidade de empréstimo consignado destinada a profissionais com carteira assinada, já foi utilizado por colaboradores na maioria das companhias privadas brasileiras. Segundo dados da Serasa Experian, 65% das empresas familiarizadas com o programa afirmam que seus funcionários contrataram esse tipo de crédito, enquanto 27% dizem não ter registros de aquisição e 8% não sabem informar.

    Em vigor desde março do ano passado, a iniciativa possibilita a aquisição de empréstimos com taxas de juros mais baixas e parcelas abatidas diretamente da folha de pagamento. Em caso de demissão, o valor emprestado é descontado das verbas rescisórias e, se a quantia não for o suficiente para quitar a dívida, o trabalhador pode renegociar com o banco ou retomar o pagamento quando conseguir outro emprego CLT.

    “O empréstimo consignado privado já deixou de ser apenas uma novidade regulatória, passando a ser utilizado, na prática, por uma parcela relevante das empresas que conhecem o modelo”, afirma Délber Lage, CEO da SalaryFits, datatech da Serasa Experian. “À medida que esse uso se amplia e o crédito passa a integrar a rotina das companhias, inicia-se um período natural de adaptação, que exige ajustes operacionais, alinhamento de processos e mais integração com as instituições financeiras.”

    O levantamento, que consultou 550 empresas de diferentes portes e segmentos econômicos, mostra que a adoção ao programa varia conforme o tamanho da organização. A aquisição do consignado foi registrada em 79% das empresas com mais de 1000 funcionários e 74% daquelas com 200 a 999 trabalhadores. Já nas companhias que possuem até 199 colaboradores, o índice foi de 61%, e de apenas 34% naquelas com no máximo 9 empregados.

    “Esses números indicam que o uso do empréstimo consignado privado tende a se consolidar primeiro em estruturas empresariais maiores, onde a gestão de benefícios e de descontos em folha é mais recorrente e integrada aos processos internos”, avalia o executivo.

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    Indústria lidera a adoção

    A análise por segmento também revela diferenças. A indústria é o setor com maior adesão ao Crédito do Trabalhador, com 77% das empresas relatando contratação de empréstimo por funcionários. Em seguida no ranking estão o comércio varejista (63%), serviços (62%) e comércio atacadista (59%).

    “O uso mais expressivo do consignado privado nas indústrias pode estar relacionado às características operacionais do próprio setor, com empresas maiores e pagamentos mais estruturados”, explica Délber.

    Outro ponto importante, segundo ele, é que conforme o modelo ganha escala, a tecnologia amplia a integração entre empresas e instituições financeiras, o que tende a aumentar a concorrência entre ofertantes. “Esse ambiente mais conectado pode favorecer condições mais competitivas e maior diversidade de opções para os trabalhadores”, finaliza.

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