Carnaval: conceder folga ou manter o expediente?
Decisão pode afetar o clima organizacional, o engajamento das equipes e até a percepção de cuidado com o bem-estar dos profissionais.
Como já explicamos nesta matéria, o Carnaval não é um feriado nacional. Logo, a folga nos dias de folia é facultativa, com a decisão ficando a cargo dos estados, municípios ou das empresas. Surge, então, um dilema para as organizações: conceder ou não a folga aos colaboradores?
A escolha não é simples e pode afetar o clima organizacional, o engajamento das equipes e até a percepção de cuidado com o bem-estar dos profissionais. É o que explica Heliana Silva, country manager da SGF Global, empresa de soluções de recrutamento, terceirização e gestão de talentos, no Brasil:
“O Carnaval é mais do que uma data no calendário: ele reflete expectativas reais dos colaboradores em relação ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Desconsiderar esse contexto pode impactar negativamente o engajamento e o clima interno. Embora não exista obrigatoriedade legal, a data tem forte relevância cultural no Brasil e, para muitos trabalhadores, representa um momento importante de descanso, descontração e renovação de energias”, afirma.
De acordo com a executiva, o modo como a escolha é conduzida revela ainda o grau de maturidade da gestão de pessoas. Para fortalecer o senso de pertencimento e construir uma cultura mais saudável e colaborativa, é essencial que haja uma comunicação clara e transparência nos critérios adotados, aconselha Heliana. Decisões inesperadas ou mal explicadas tendem a gerar ruídos e insatisfação, enquanto um diálogo aberto e estruturado contribui para o fortalecimento da confiança e da coesão organizacional.
O papel do RH
Em um cenário de expansão de modelos de gestão mais flexíveis e centrados nas pessoas, o RH desempenha um papel estratégico na decisão: equilibrar as necessidades do negócio com as expectativas dos colaboradores, contribuindo para relações de trabalho mais sustentáveis e produtivas.
Indicadores do setor reforçam que a flexibilidade está entre os principais fatores de atração e retenção de talentos. Além disso, programas voltados ao bem-estar emocional e à saúde mental têm ganhado espaço, com empresas reportando ganhos de produtividade ao investir nessas iniciativas.
“Empresas que conseguem alinhar seus objetivos de negócio a práticas centradas nas pessoas estão mais bem posicionadas para prosperar em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico. O Carnaval é uma data simbólica, mas também uma oportunidade para refletirmos sobre como tornar as organizações mais humanas, equilibradas e resilientes”, Heliana conclui.
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