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Como a inteligência artificial pode melhorar o tempo de gestão nas empresas

Ao atuar como copiloto de líder, a IA reduz o ruído operacional e devolve ao gestor horas de qualidade para desenvolver seus times e sua própria carreira.

Por Izabel Duva Rapoport
17 dez 2025, 18h27 •
Gráfico de Pizza de Relógio de Horário Multicolorido
 (MirageC/Getty Images)
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  • Resumir documentos, estruturar relatórios, gerar versões iniciais de apresentações, organizar prioridades e até fazer análises simples de planilhas e dados. “A inteligência artificial generativa pode atuar como assistente pessoal ou copiloto, executando ações operacionais básicas que tomam muito tempo de todos”, diz Fabio Taborda Marques, CEO da MGITech, especializada em outsourcing de tecnologia. “Isso libera o líder para mais coaching e menos gerenciamento”.

    Ou seja, com a agenda reorganizada, o gestor consegue finalmente ter horas de qualidade para pensar. “Não se trata apenas de fazer mais em menos tempo, mas de permitir que ele volte a ocupar o espaço que lhe é próprio: o da estratégia, da presença e da relação humana com suas equipes”, ressalta Taciela Cylleno, juíza federal do trabalho. E esse é justamente o benefício mais perceptível apontado por ela.

    “Quando a tecnologia cuida do operacional, abre-se tempo para conversas importantes, para acompanhamento mais próximo dos colaboradores e para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e transparentes”, descreve a especialista. “A qualidade das decisões também tende a melhorar, porque a liderança passa a chegar às discussões com informações mais organizadas e com menos desgaste cognitivo”.

    Recomendações e cautela

    “É preciso tomar cuidado para não cair na armadilha de ocupar este tempo com mais atividades operacionais”, sinaliza Fabio. “O espaço precisa ser utilizado pelo gestor, principalmente, no desenvolvimento dos times e no seu pessoal”. O executivo explica que, muitas vezes, os líderes acreditam que estejam dando atenção aos funcionários, porém, com tarefas a fazer, acabam não tendo escuta ativa. “Pois estão pensando nas diversas atividades que precisam realizar na sequência”.

    Há outros alertas também, segundo a juíza: “a IA não substitui o julgamento humano, nem pode assumir a dimensão ética, contextual e emocional que a liderança exige”. Taciela ressalta que existe o risco de se delegar à máquina aquilo que depende de sensibilidade, escuta e discernimento.

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    “Outro cuidado é evitar a dependência acrítica: outputs automáticos não dispensam reflexão”, afirma. “A tecnologia revela padrões, mas não interpreta o que cada contexto exige. O líder continua sendo responsável por filtrar, validar e colocar propósito no uso da informação”.

    Mais tempo exige novas habilidades

    À medida que a IA avança sobre o trabalho repetitivo, o valor do que é profundamente humano cresce, trazendo a inteligência emocional de volta ao centro da liderança, como lembra a magistrada. “Gerir pessoas é compreender nuances, perceber sinais e criar segurança psicológica. Neste caso, a capacidade de escuta ativa, tão negligenciada no ritmo acelerado das empresas, torna-se um diferencial real”.

    O julgamento ético também ganha peso. “Em um ambiente em que dados e análises são produzidos com velocidade, cabe ao líder avaliar impactos, considerar contextos e decidir com responsabilidade”, orienta. “Além disso, estratégia, visão de longo prazo e capacidade de articular sentido para as equipes tornam-se habilidades ainda mais essenciais”.

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    A preparação para esse futuro exige do gestor duas frentes essenciais, conforme acredita Taciela: aprofundar competências humanas e desenvolver uma boa alfabetização em IA. “Não é preciso ser técnico, mas é fundamental compreender limites, riscos e potencialidades da tecnologia”. O líder do futuro, segundo ela, terá de conciliar pensamento crítico com sensibilidade, tecnologia com humanidade, eficiência com propósito. “É essa combinação que realmente cria tempo de qualidade e que permite liderar de verdade”.

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