As 10 soft skills mais importantes de 2026
Estudo mostra que orientação a resultados, comunicação e inteligência emocional são as habilidades mais demandadas.
A capacidade de gerar entregas consistentes segue no topo das prioridades das organizações. É o que revela a pesquisa People Trends 2026, do Evermonte Institute, ao mapear as dez soft skills consideradas mais essenciais para o futuro do trabalho. Segundo o estudo, a orientação a resultados lidera o ranking, citada por 70,7% das lideranças – um indicativo de que, diante de cenários mais complexos e competitivos, a execução voltou ao centro da agenda corporativa.
Para Artur de Castro, managing partner na Evermonte, o dado reflete uma mudança clara nas expectativas das empresas. “Em ambientes de maior complexidade e pressão, não basta ter boas ideias ou leitura estratégica. As organizações estão priorizando quem consegue transformar estratégia em entrega consistente e sustentada”, afirma.
Na segunda posição aparece comunicação e escuta ativa (57,3%) – que, no ano passado, estava em primeiro lugar –, reforçando a necessidade de líderes capazes de alinhar equipes, reduzir ruídos e sustentar decisões com clareza. Logo depois vem resiliência (56%), competência cada vez mais associada à habilidade de manter performance mesmo sob pressão ou em contextos de transformação.
Colaboração exige saber lidar com as emoções
O levantamento também destaca a relevância da inteligência emocional (52%), atributo que ganha peso à medida que as organizações enfrentam ambientes mais colaborativos e interdependentes. Já a agilidade (40%) surge como resposta direta ao ritmo acelerado das mudanças, exigindo profissionais capazes de ajustar rotas com rapidez.
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Completam o grupo das competências mais valorizadas o pensamento crítico (38,7%), essencial para qualificar decisões estratégicas, e a flexibilidade (32%), vista como condição para atuar em estruturas menos rígidas e em constante adaptação. Outras habilidades aparecem com menor frequência, mas mantêm importância no conjunto das decisões: tomada de decisões (28%), negociação (20%), além de criatividade (12%).
Para as organizações, o desafio passa a ser duplo: identificar essas competências com maior precisão nos processos de seleção e, ao mesmo tempo, desenvolvê-las internamente. Para os profissionais, o recado é que a vantagem competitiva estará menos na especialização isolada e mais na capacidade de integrar habilidades técnicas e comportamentais. “O profissional competitivo para os próximos anos será aquele capaz de combinar disciplina, maturidade emocional e velocidade de aprendizado”, conclui Artur de Castro. “Nesse sentido, as soft skills não são um diferencial. Elas são a condição de empregabilidade e sustentabilidade da liderança.”







