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Profissionais 50+ querem atuar em sustentabilidade, mas conhecimento é limitado

A principal barreira, segundo 66% deles, é o preconceito etário, seguido da falta de capacitação. A concorrência com os mais jovens também foi citada.

Por Izabel Duva Rapoport
15 out 2025, 14h00 •
Ilustração com seis mãos segurando elementos que representam natureza e sustentabilidade.
 (Freepik/Reprodução)
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  • 40% dos profissionais com 50 anos ou mais dizem saber apenas o básico ou nada sobre sustentabilidade. E esse dado só aumenta conforme novos conceitos vão surgindo no mercado de trabalho. Segundo uma pesquisa feita pela Maturi em parceria com a NOZ Inteligência, 49% declaram ter pouco conhecimento em impacto social e inclusão, 51% em energia renovável, 52% em ESG, 56% em gestão de resíduos e 62% em economia circular. Os resultados, segundo Mórris Litvak, CEO da Maturi, revelam que, embora esses temas estejam em expansão no meio corporativo, sua difusão entre essa parcela ainda enfrenta barreiras significativas e demanda aprofundamento.

    “O estudo evidencia um paradoxo: temos uma população 50+ altamente qualificada, mas com dificuldades em capacitação e oportunidades em áreas emergentes como sustentabilidade e economia circular. Ao mesmo tempo, o interesse é enorme”, ressalta, acreditando que empresas, instituições de ensino e governos devem criar condições para incluir esse público. “Eles têm muito a contribuir para os desafios ambientais e sociais atuais”.

    Os números confirmam ainda que esses temas já ocupam espaço nos planos de carreira de pessoas maduras. Para 71% dos entrevistados, eles são considerados muito ou extremamente relevantes, sendo vistos como essenciais para o desenvolvimento profissional e diferenciais competitivos no mercado. O interesse em atuar nessas áreas também é expressivo: 65% afirmaram que gostariam de trabalhar com esses assuntos e outros 24% ainda não têm certeza, mas demonstram vontade de aprender mais sobre as oportunidades disponíveis.

    “O conhecimento limitado reforça a urgência de ampliar a comunicação e os programas de capacitação, de forma acessível e prática, para que essas pautas deixem de ser restritas a nichos e passem a integrar o cotidiano das pessoas e, consequentemente, às escolhas profissionais”, afirma Juliana Vanin, economista e fundadora da NOZ Inteligência.

    Etarismo ainda é uma realidade

    O estudo mostra também que 66% dos respondentes citam o preconceito etário como principal barreira para atuar em sustentabilidade e ESG. Em seguida, aparecem a falta de programas de capacitação voltados ao público 50+ (42%) e, empatados, a ausência de experiência prévia no setor e concorrência com profissionais mais jovens, cuja formação recente abrange esses temas (41% cada). As áreas de maior interesse para contribuição profissional são: educação e conscientização em práticas sustentáveis (56%), responsabilidade social (46%), governança corporativa (41%) e gestão ambiental (36%).

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    “O preconceito etário ainda é uma das maiores barreiras para a contratação de profissionais experientes”. afirma Mórris. “Muitas empresas deixam de aproveitar talentos altamente qualificados, que poderiam agregar conhecimento, maturidade e visão estratégica em áreas emergentes como ESG e sustentabilidade. Essa exclusão não afeta apenas os profissionais, mas também limita a inovação e a diversidade dentro das organizações”.

    “Não basta discutir sustentabilidade sem incluir a diversidade etária como parte da solução”, alerta Juliana. “Há um enorme contingente de profissionais 50+ dispostos a aprender, inovar e contribuir para esse ecossistema”. Para a especialista, o caminho também está em investir em capacitação contínua, criar oportunidades inclusivas e enxergar o valor estratégico que essa geração pode trazer para os desafios ambientais e sociais do nosso tempo.

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