Lideranças diversas impulsionam competitividade e inovação nas empresas
Dados da Bain & Company indicam que avanço da presença feminina no topo está associado ao crescimento sustentável e ao sucesso organizacional.
Apesar de serem maioria entre universitários e trabalhadores com nível superior, as mulheres perdem representatividade ao longo da trajetória profissional. E esse movimento se intensifica a partir da média gerência, quando a presença feminina nos cargos de liderança cai de forma progressiva.
Mesmo assim, existem evoluções notáveis: o número de mulheres CEOs passou de 3% para 6%, o de executivas de 23% para 34% e, entre as conselheiras, o crescimento foi de 5% para 10%. E os benefícios decorrentes dessa ampliação são palpáveis: segundo novo estudo da Bain & Company, empresas listadas na B3 com mais mulheres no conselho tiveram um retorno acumulado de +349%, superando o Ibovespa em 2024.
De acordo com a consultoria, o avanço da diversidade na liderança está diretamente associado ao crescimento sustentável das empresas. A implementação de ações concretas voltadas à pluralidade favorece a equidade de gênero e fortalece a competitividade, demonstrando que a inclusão é um motor essencial para o sucesso organizacional.
Pesquisas da Bain & Company também indicam que empresas com liderança diversa são percebidas como mais inovadoras e abertas a soluções. A disposição dos colaboradores para assumir riscos e responsabilidades é 1,8 vez maior e o impacto no engajamento no NPS é nítido, com resultado 4,7 vezes maior em empresas que priorizam a igualdade de gênero.
Destaca-se ainda a atuação mais orientada à ação, com foco em geração de valor e redução de burocracias. Outros benefícios associados a esse modelo incluem maior incorporação da voz do cliente nas decisões e maior capacidade de atrair e reter talentos.
Ampliando a diversidade
De modo geral, mulheres e homens demonstram níveis semelhantes de aspiração e confiança para chegar ao topo e compartilham o interesse em participar de decisões estratégicas e gerar impacto. As motivações, no entanto, diferem. Enquanto eles tendem a associar a liderança à pressão social ou ao status, elas são mais motivadas pela oportunidade de desenvolvimento pessoal e pelo equilíbrio entre vida pessoal e carreira.
Com barreiras estruturais e culturais limitando a ascensão feminina, são necessárias ações coordenadas para acelerar esse movimento. A consultoria aponta quatro estratégias essenciais para enfrentar os obstáculos e impulsionar a pluralidade e a valorização do talento feminino:
- Usar dados para embasar decisões, definindo estratégias de diversidade, equidade e inclusão, e monitorando resultados conectados a indicadores de negócio;
- Revisar processos com impacto direto na liderança, com planos de ação específicos para a alta gestão, metas claras e iniciativas de longo prazo;
- Comunicar com intenção e fortalecer um ambiente inclusivo, incorporando objetivos e avanços em diversidade à narrativa de liderança;
- Engajar a liderança e promover corresponsabilidade, com envolvimento ativo dos executivos e do conselho de administração.
A adoção de medidas concretas para ampliar a diversidade contribui para a equidade de gênero, fortalece a competitividade e estimula a inovação. Investir em inclusão não é apenas uma questão de justiça social, mas um diferencial estratégico para o sucesso e a sustentabilidade dos negócios.





