Avatar do usuário logado
Usuário
Mês do Consumidor: Você RH por apenas 9,90
Imagem Blog

Isis Borge

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Executive Director Talenses & Managing Partner Talenses Group

Qual é a trilha para uma posição C-Level?

Não existe receita pronta, mas há um conjunto claro de experiências, decisões e comportamentos que se repetem entre aqueles que chegam à liderança.

Por Isis Borge, colunista da VOCÊ RH
4 mar 2026, 14h00 • Atualizado em 4 mar 2026, 15h02
Imagem 3D, em fundo verde, de uma pirâmide feita de cubos prateados. No topo, vê-se uma bola vermelha com um alvo espetado por um dardo.
 (porcorex/Getty Images)
Continua após publicidade
  • Já de cara, saiba que não é uma resposta curta. Porque não existe receita pronta para esse objetivo, uma vez que cada carreira é única. Mas há um conjunto claro de experiências, decisões e comportamentos que se repetem entre aqueles que chegam a um cargo C-Level de forma consistente.

    O primeiro passo é a mudança de mentalidade. O conhecimento técnico e a capacidade de execução levam você até um determinado patamar. A partir daí, outros fatores vão contar. Às vezes, profissionais excelentes podem estacionar porque continuam operando como especialistas, mesmo sendo líderes.

    Essa transição exige sair do “fazer” para o “pensar o negócio”. Isso significa entender a empresa de forma sistêmica, conectando estratégia, pessoas, finanças e cultura. Demanda tomar decisões considerando impactos de médio e longo prazo, muitas vezes com informações incompletas.

    É fundamental, ainda, que o executivo saiba gerir a si mesmo, com disciplina, foco e produtividade consciente. Soma-se a isso a prática da escuta ativa, do pensamento estratégico e da análise crítica.

    O comportamento, a qualidade das conexões e as relações de confiança estabelecidas na organização também são importantes. E esses elementos são decisivos para que um profissional seja considerado em um processo de sucessão ou promoção à posição C-Level.

    Continua após a publicidade

    Repertório vasto

    Outro elemento central é a amplitude de experiências. Raramente essas carreiras são construídas sem vivência em contextos distintos. Há valor, portanto, na passagem por diferentes áreas, em projetos transversais, em liderar times diversos e nas experiências multiculturais.

    Os executivos que se destacam são os capazes de formar times fortes, desenvolver sucessores, lidar com conflitos e criar ambientes de alta performance sem abrir mão de valores éticos.

    Por isso, a gestão de pessoas é um divisor de águas no caminho ao C-Level. E não é raro encontrar profissionais tecnicamente preparados que não avançam por fragilidades comportamentais, como dificuldade de escuta, baixa adaptabilidade ou incapacidade de influenciar pares e conselhos.

    Continua após a publicidade

    Saber falar com quem está acima

    A relação com a governança, aliás, é outro aprendizado fundamental. À medida que a carreira avança, cresce a exposição a conselhos de administração, acionistas e investidores. Saber se comunicar nesse fórum, traduzir estratégia em linguagem de risco e retorno, sustentar decisões e, ao mesmo tempo, ouvir provocações externas com maturidade são competências vitais.

    Não menos importante é a gestão da própria carreira. Chegar ao C-Level raramente é fruto apenas de reconhecimento interno ou de um “convite natural”. Existe intencionalidade por trás.

    Saber dizer não a posições que parecem promoções, mas não agregam visão estratégica, também importa. Executivos que conhecem bem seus pontos fortes e seus gatilhos de comportamento evitam armadilhas comuns do caminho.

    Continua após a publicidade

    Vale reforçar que essa jornada não é uma corrida de curto prazo. Ela exige resiliência e paciência. Pede coerência entre discurso e prática, entre valores pessoais e decisões profissionais, entre ambição e responsabilidade.

    O caminho está em olhar para a carreira como um projeto de longo prazo, buscar experiências que ampliem a visão de negócio e desenvolver, de forma genuína, a capacidade de liderar pessoas e tomar decisões complexas. Isso, com o tempo, fará toda a diferença.

    Este texto faz parte da edição 102 da Você RH, que chegou às bancas no dia 6 de fevereiro.

    As 5 competências dos líderes mais disputados

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    Gestores preparados vencem!
    Por um valor simbólico , você garante acesso premium da Você RH Digital à informação que forma líderes de verdade.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Impressa + Digital

    Gestores preparados vencem!
    Por um valor simbólico , você garante acesso premium da Você RH Digital à informação que forma líderes de verdade.
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.