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Fernanda Mayol

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Sócia da McKinsey & Company, lidera a Prática de Pessoas, Organização e Performance no Brasil.

Seis qualidades essenciais dos novos líderes

O desenvolvimento de gestores é um ponto a melhorar muito entre as empresas brasileiras. O conceito de Fábrica de Liderança pode ser um caminho. Conheça.

Por Fernanda Mayol, colunista de VOCÊ RH
16 jul 2025, 15h11 •
Ilustração de pessoas trabalhando com molas de metal e lâmpadas, os símbolos de novas ideias e riscos.
 (IR_Stone/Getty Images)
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  • No dinâmico mundo empresarial de hoje, os líderes enfrentam desafios sem precedentes. Habilidades técnicas e experiência já não são suficientes. A rapidez da mudança, a complexidade dos mercados e as crescentes expectativas exigem uma transformação profunda na forma de liderar.

    Diante desse cenário desafiador, a McKinsey propõe o conceito de fábrica de liderança. O propósito é estabelecer processos sistemáticos para identificar e desenvolver líderes desde as etapas iniciais de suas carreiras por meio de oportunidades de crescimento e de uma cultura de aprendizado e adaptação constante.

    No Brasil, e na América Latina como um todo, onde a volatilidade econômica é um desafio e o aumento da produtividade, um imperativo, essa abordagem é um passo fundamental rumo ao desenvolvimento econômico e social.

    As 6 qualidades

    Embora cada organização enfrente desafios particulares, as que conseguem construir uma liderança sustentável possuem um enfoque comum:  o desenvolvimento de comportamentos, não apenas de competências. Segundo a McKinsey, estas são as seis qualidades que definem o líder moderno:

    Otimismo informado. Um líder não pode ser ingênuo nem cínico. Manter uma visão positiva, mesmo em meio à incerteza, é fundamental para mobilizar as equipes. Na América Latina, onde a adversidade é parte do contexto, esse otimismo realista pode fazer a diferença e mostrar que sempre há um caminho.

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    Liderança que empodera. Os melhores líderes não buscam protagonismo, mas fazem os outros brilharem. Liderar hoje implica colocar o propósito coletivo acima do reconhecimento pessoal. Em culturas organizacionais hierárquicas, essa liderança pode ser revolucionária: do controle ao empoderamento.

    Aprendizado contínuo. Em um mundo onde o conhecimento se torna obsoleto rapidamente, a humildade intelectual e a disposição para reaprender valem mais do que um título. As organizações devem premiar a curiosidade, a atualização e a abertura à mudança, não apenas a experiência.

    Resiliência com propósito. Já não falamos apenas de resistir, mas de transformar a dificuldade em tração. Um líder resiliente mantém o foco no que é importante e transmite temperança às suas equipes, mesmo quando tudo ao redor muda.

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    Proximidade humanaEm contextos de pressão constante, a capacidade de trazer leveza ao ambiente de trabalho não é trivial. O humor, a empatia e a cordialidade constroem confiança. Na América Latina, onde o componente relacional é fundamental, liderar com humanidade é uma vantagem competitiva.

    Senso de responsabilidade estendido. A liderança atual transcende o financeiro. Inclui responsabilidade com a sociedade, o meio ambiente, as equipes e o futuro. Os líderes que entendem isso – e agem em conformidade – estão mais preparados para guiar suas organizações rumo a um crescimento sustentável e inclusivo.

    Como construir uma fábrica de liderança?

    As organizações mais bem-sucedidas não apostam na sorte: criam sistemas. Uma fábrica de liderança não é uma metáfora inspiradora, é uma estrutura real, que combina processos, cultura e pessoas para formar líderes de maneira contínua e confiável. Isso implica começar de baixo, com jovens talentos que recebem oportunidades, desafios reais e feedback claro desde o início. Também requer líderes atuais dispostos a formar outros.

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    É importante, ainda, mudar a mentalidade na hora de decidir as promoções, passando de critérios subjetivos a parâmetros transparentes e meritocráticos. A liderança não deve ser vista como um dom, mas como uma disciplina. E, como toda disciplina, é algo que se treina, se mede e se melhora.

    Um chamado a longo prazo

    Formar líderes não é apenas uma necessidade empresarial para o Brasil, é também uma responsabilidade. A liderança que cultivamos hoje definirá o tipo de organização – e de sociedade – que teremos. Por isso, mais do que nos perguntar de quantos líderes precisamos, deveríamos nos perguntar: como estamos formando esses líderes?

    Investir em liderança não é um luxo de tempos estáveis. É justamente do que precisamos para atravessar tempos incertos com direção, humanidade e propósito.

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